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A história de Sheila - Sonhos de mãe, cultura e flores

  • Foto do escritor: Gabriel Figueiró
    Gabriel Figueiró
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

No Festival Passagens, conhecemos também a história da Sheila, uma mulher moçambicana de 47 anos que decidiu migrar para Portugal para apoiar os sonhos das suas duas filhas. Com coragem e determinação, deixou o trabalho em Moçambique e embarcou numa nova jornada de vida, cheia de desafios, mas também de esperança.


Sheila partilhou como a decisão de migrar foi movida pelo amor materno: a filha mais nova sonha em ser jogadora profissional e estuda atualmente em Portugal, enquanto a filha mais velha está na universidade e deseja fazer um mestrado em fashion design. Para apoiar os caminhos delas, Sheila trouxe consigo não só a força de uma mãe, mas também a riqueza da cultura moçambicana.


Gravação da história da Sheila, durante o Festival Passagens, com o apoio da produção de Bruno Areal.
Gravação da história da Sheila, durante o Festival Passagens, com o apoio da produção de Bruno Areal.

Foi assim que nasceu o “Cantinho de Moz”, uma marca que leva para Portugal a tradição e a criatividade de Moçambique através de produtos feitos à mão: individuais de mesa, porta-guardanapos e sabonetes de óleo de coco. Mais recentemente, Sheila também se formou como florista e hoje estagia numa florista local, sonhando em internacionalizar o “Cantinho de Moz” e combiná-lo com flores – um encontro entre tradição, beleza e futuro.


A sua história é um testemunho da força das mulheres migrantes que transformam amor em ação, cultura em empreendimento e desafios em oportunidades. Sheila lembra-nos que cada ato de cuidado e cada criação artesanal carregam também um sonho coletivo: o de abrir novos caminhos para as próximas gerações.


📽️ Assista ao vídeo completo da história da Sheila no nosso canal



Por que esta história importa?

A partilha da Sheila evidencia como a migração é frequentemente um ato de amor — uma escolha difícil feita para abrir portas às gerações seguintes. Pesquisas sobre migração e género mostram que mulheres migrantes assumem papéis fundamentais de resiliência emocional e liderança comunitária, criando redes de apoio que fortalecem tanto o bem-estar pessoal quanto o tecido social das comunidades que as recebem12.


Além disso, estudos em neurociência social demonstram que ouvir histórias pessoais, especialmente de mulheres que expressam emoções de cuidado e sacrifício, ativa circuitos cerebrais ligados à empatia e à compaixão, incluindo o córtex pré-frontal medial e a ínsula anterior — regiões associadas ao reconhecimento da dor e da esperança no outro3.


Mais do que uma história individual, Sheila inspira-nos a reconhecer o valor da coragem feminina e a importância das redes de solidariedade para que sonhos — de mães e filhas — floresçam em solo estrangeiro.

Referências

1. Immordino-Yang, M. H., & Damasio, A. (2007). We Feel, Therefore We Learn: The Relevance of Affective and Social Neuroscience to Education. Mind, Brain, and Education, 1(1), 3–10.


2. Mar, R. A. (2011).The Neural Bases of Social Cognition and Story Comprehension.

Annual Review of Psychology, 62, 103–134.  


3. Kofman, E., & Raghuram, P. (2015). Gendered Migrations and Global Social Reproduction.Palgrave Macmillan.    


4. Pedraza, S. (1991). Women and Migration: The Social Consequences of Gender.

Annual Review of Sociology, 17, 303–325.    



Financiamento

O Andorinha — Biblioteca de Gente em Movimento é financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade, programa da União Europeia que apoia iniciativas de juventude e impacto comunitário.


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