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A história da Renata: Rede de mulheres, migração e reconstrução

  • Foto do escritor: Gabriel Figueiró
    Gabriel Figueiró
  • 1 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

No Festival Passagens, tivemos o privilégio de ouvir a história da Renata Ribeiro, mãe do Esaú e neta da dona Arialda. Nascida em Guaramiranga, no Nordeste do Ceará, cresceu numa família de cinco irmãos, educada pelas suas avós para viver a comunidade e a solidariedade. Desde cedo, esteve envolvida em atividades sociais e comunitárias — uma raiz que a acompanha até hoje.


A sua migração para Portugal foi motivada pela violência urbana no Brasil e pelo desejo de continuar os estudos. Aqui, enfrentou desafios marcados por preconceitos de género e nacionalidade, por ser uma mulher brasileira. Mas encontrou também um caminho de reconstrução e empoderamento através da força coletiva de outras mulheres migrantes.


Gravação da história da Renata durante o Festival Passagens, no Barreiro.
Gravação da história da Renata durante o Festival Passagens, no Barreiro.

Renata partilhou como a vida em Portugal trouxe obstáculos, mas também uma nova independência. Criou laços com a comunidade guineense, envolveu-se em movimentos femininos e descobriu na rede de mulheres uma fonte de apoio, escuta e inspiração. A sua experiência mostra como a migração pode ser especialmente difícil para mães solo, mas também como pode abrir espaço para reinvenção e solidariedade.


As suas palavras ecoaram um convite essencial: precisamos aprender a reconectar-nos, apoiar-nos e ouvir umas às outras. Para Renata, há espaço para todas — e quando nos fortalecemos mutuamente, construímos não apenas novas vidas, mas também novas comunidades.


📽️ Assista ao vídeo completo da história da Renata no nosso canal




Por que esta história importa?

A trajetória da Renata mostra como a migração não é apenas deslocamento, mas também reconstrução coletiva. Pesquisas em psicologia social lembram que redes de apoio e pertença são cruciais para a integração e o bem-estar de migrantes (Allport, 1954; Tajfel, 1981). Além disso, o poder do storytelling revela a força de experiências pessoais em inspirar empatia e reduzir preconceitos.


Ao dar voz a uma mulher que encontrou, na partilha e na união com outras, o caminho para superar adversidades, acreditamos no valor da escuta profunda como ferramenta de transformação social.


Financiamento

O Andorinha — Biblioteca de Gente em Movimento é financiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade, programa da União Europeia que apoia iniciativas de juventude e impacto comunitário.


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